quinta-feira, 23 de março de 2017

A Realidade do Cristo-2 -JOEL GOLDSMITH




O Cristo em nós é a nossa inteligência divina, a nossa sabedoria espiritual. 

Esta não é a sabedoria humana: a sabedoria humana pode cometer erros; a sabedoria humana pode ser enganada. 

Nossa sabedoria humana frequentemente se baseia em experiências passadas ou no senso comum; mas o Cristo (esta intuição espiritual, esta sabedoria, orientação e poder espirituais) nunca comete um erro; e Ele nos leva a fazer coisas que, humanamente, pensamos não serem sábias ou que, humanamente, nem mesmo poderíamos pensar em fazer. 

Nem mesmo podemos saber que passo devemos dar; mas este Cristo, ao abrir nossa consciência, dá o passo para nós, mesmo antes de estarmos cientes da necessidade. 

Cristo é uma realidade. Cristo é aquele de quem você pode depender: você pode ouvi-Lo e, através dEle, encontrar sua inspiração, sua orientação, sua direção. 

Cristo é uma consciência de cura. Quando nos pedem para curarmos a nós mesmos ou a outros, se tivermos tocado este Cristo, não há mais necessidade de depender de afirmações da verdade ou de qualquer atividade. 

Este “Algo”, chamado de Salvador, o Princípio salvador, a Presença de cura ou o Cristo que cura, toma conta. Ele recupera; Ele revivifica; Ele reconstrói; Ele edifica.

Cristo é uma realidade. Cristo não é simplesmente um nome, um termo para alguma coisa intangível. Não, Cristo é tão palpável em sua experiência como qualquer coisa que você possa ver ou tocar. Ele é tão real como seu professor ou como um livro – só que mais real. 

Se todos nós pudéssemos conhecer a realidade, a onipresença, a onipotência do Cristo, entenderíamos por que podemos colocar nEle toda a confiança; como Ele vai à nossa frente para fazer tudo o que temos de fazer. 

Mas, o Cristo é mais do que isso! É uma influência unificadora. 

Cristo é o cimento, a influência unificadora, que nos une em entendimento.

Cristo é um fio invisível, que nos une; mas não só a nós: Ele une todos os homens e mulheres, por todo o mundo, independentemente de religião, de credo ou de região. 

Todos aqueles que têm como objetivo ver o reino de Deus manifestado na Terra estão unidos conosco através deste fio do Cristo.






quarta-feira, 22 de março de 2017

A Realidade do Cristo -1 -JOEL GOLDSMITH



O Cristo não é apenas um nome dado a alguma coisa intangível ou nebulosa. 

O Cristo é uma realidade divina, uma presença viva e onipresente. Ele está bem onde você está, e onde eu estou. 

Cristo não é uma pessoa. É um princípio. Ele é um princípio de vida. 

Ele é um princípio de Deus, que forma a realidade de seu ser. 

Mas, por causa da experiência do filho pródigo, entendemos o que é o poder físico, o que é o poder mental; sabemos o que é trabalhar arduamente com nós mesmos, mas não aprendemos ainda como ficar tranquilos e deixar o Cristo trabalhar. 

Nós, na crença, nos tornamos separados do verdadeiro Cristo do nosso ser. 

É quase como se vivêssemos numa casa com as persianas fechadas e nos acostumássemos a andar na escuridão ou num quarto iluminado artificialmente. 

À medida que o tempo passasse, esqueceríamos realmente que havia algo como a luz solar e que fora de nossas sombras delineadas estava o sol radiante e quente. 

Sob nosso aspecto de seres humanos, fizemos exatamente isso. Fechamos as persianas – nossas persianas mentais. 

Isto é o que Jesus quis dizer, ao afirmar: “Tendo olhos, não vedes e tendo ouvidos, não ouvis”. 

Estas faculdades espirituais foram fechadas, de modo que não estamos cientes do fato de que apenas além do âmbito de nosso aspecto humano existe a divindade do nosso ser chamada Cristo, o Espírito de Deus no homem.

Em nosso estudo, em nossa prática, e na nossa associação com os outros, passo a passo desenvolvemos uma percepção deste Poder ou Presença infinita e invisível, chamada de Cristo. 

Descobrimos que há uma Presença real conosco, que desempenha nosso trabalho para nós; que o desempenha através de nós; que o desempenha como nós. 

Isto foi o que tornou possível a Paulo dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo quem vive em mim”. 

Lembre-se de que Ele desempenhou aquilo que é dado para eu fazer; Ele aperfeiçoou aquilo que me ocupa, ou como o Salmista diz: “O Senhor aperfeiçoará o que me concerne”. 

Este é o Cristo, e este Cristo é o princípio ou o Espírito de Deus presente em você, como, digamos, sua integridade, sua lealdade, sua fidelidade, sua fidedignidade. 

Estas são as qualidades que você reconhece estarem presentes em você; e você as reconhece, não porque já as viu ou as ouviu, mas por causa de seu efeito em sua experiência. 

Sua honestidade e sua integridade conquistaram para você o respeito de seus sócios. A lealdade e a fidelidade fizeram de você bom cidadão, bom marido,ou esposa, bom filho. 

Estes são os efeitos da qualidade da integridade, da lealdade, da fidelidade, da honestidade e da fidedignidade. 

Mas há algo maior do que qualquer uma dessas, algo maior do que todas elas reunidas, e isso é a percepção consciente, o reconhecimento consciente deste Cristo, que pode criar e criará estas qualidades em nós, mesmo se e quando parecer que elas estão faltando.








terça-feira, 21 de março de 2017

ORAÇÃO - JOEL GOLDSMITH





A oração deve ser feita com os ouvidos e não com a boca, pensamentos ou 
com a mente. 

Deixe que a prece seja uma atitude de “escuta”, um estado 
receptivo de consciência, e com o desejo de que o que for ouvido o 
transforme e o renove.

Somos o “templo do Deus-Vivo” quando deixamos que Deus assuma e viva nossas 
vidas, quando nossa prece é de “ouvir”, quando nossa atitude é de 
receptividade, quando nossa vontade está em sermos purificados, limpos, para 
fazermos a vontade do Pai.

Neste “vazio interior”, criado a partir de nossas reflexões sobre a natureza 
de Deus e da oração, tornamo-nos instrumentos, tornamo-nos templos, e, 
então, sabedoria e amor jorram em nossa consciência. 
Não estavam ausentes! 
Nunca estiveram! 

Ocorre somente que, enquanto estivermos com o vaso lotado, 
cheio de expectativas e desejos e esperanças e ambições, não estaremos 
vazios o suficiente para recebermos a Graça de Deus.










segunda-feira, 20 de março de 2017

Excerto de Uma palestra de Joel Goldsmith..





Tem havido pessoas espiritualmente, sobre a face da terra, que perceberam que não existe morte; e, algumas inclusive que não existe nascimento. 

Há aquelas que viram que não existe doença sobre a terra, nem realidade em quaisquer destas aparências negativas. No início, Gautama, o Buda, fundamentou toda a sua revelação não sobre que Deus é, mas sobre que o erro não é. 

A revelação que lhe veio quando meditava foi que a totalidade destas aparências é ilusão, não é realidade, não está se dando no tempo ou espaço, está ocorrendo somente num conceito mortal universal. 

Jesus teve esta percepção, pois olhou para Pilatos e disse: “Não terias poder algum”, embora todas as aparências testificassem o fato de ser ele o legislador e dotado de todo poder naquela região. 

Jesus foi capaz de olhar toda doença e dizer: "Qual é o teu impedimento? Levanta-te, toma teu leito e anda”. Foi capaz de olhar para o pecador e dizer: “Nem eu te condeno”. Eu não penso que Jesus tenha condenado o pecado. Ele reconheceu que o pecado, como pecado, não existe.

Muito pouco deste princípio veio à luz nos anos seguintes, embora alguns místicos maravilhosos tivessem existido na terra, e atingido a consciente realização de Deus, a unicidade consciente com Deus, a união consciente com Deus; porém, em suas revelações, não notaram que acusar a Deus por causa daqueles erros era tornar Deus responsável por eles, era fazer deles realidade. 

Assim, tivemos muito pouco sobre o assunto até que surgiu o Ciência e Saúde original. 

Na obra original, tornou-se claro outra vez, pela primeira vez em séculos, que Deus é o único Poder e que estas aparências de discórdia não têm realidade. A Sra. Eddy resumiu todas as discórdias que, juntas, recebeu o nome de mente mortal; depois, disse que a mente mortal não era uma coisa. Era um termo para designar o “nada”. Alguns de seus primeiros alunos, e eu pude conhecer dois deles em Boston, foram maravilhosos sanadores, sem mesmo possuir profundo conhecimento de religião ou de Ciência Cristã. Foram, porém, sanadores grandiosos pelo fato de terem captado aquele ponto único; assim, fossem quais fossem os problemas a eles trazidos, apenas sorriam e reconheciam: “Mente mortal, significando o nada”. Conseguiam se voltar daquilo sem reagir, sem temer, sem se proteger, apenas devido à percepção de que tudo que se lhes apresentasse como pessoa ou condição malignas poderia ser englobado naquela terminologia, mente mortal, e então a expressão mente mortal era vista como um nome, não uma condição ou uma pessoa, não uma coisa, mas um nome para designar o “nada”.


Assim como este ensinamento ficou perdido após a geração de Gautama Buda, também se perdeu provavelmente pela metade na Ciência Cristã. Alguns ainda existem que captaram este ponto, porém, não muitos. 

Nos dias de Buda, o erro era este, que aqueles não próximos ao mestre original, tomaram a palavra ilusão e a externaram. Diziam que pecado, doença e morte eram uma ilusão; porém, que deveriam se livrar da ilusão. 

O sentido original era que tudo era mera ilusão, uma imagem mental do nada. Uma ilusão no pensamento, uma imagem mental, não tem substância, não tem realidade. Não passa de uma crença infundada sobre algo, um boato. 

Porém, os hindus passaram a chamar este mundo de maya, de ilusão, e o descartaram ou tentando escapar dele pela morte ou ignorando-o. Bem, a Índia não é um bom exemplo de uma fé verdadeira em continuidade. 

Contudo, os Cientistas Cristãos, muitos deles, fizeram o mesmo erro. Deixaram o hábito de dizer “estou com resfriado, estou com gripe” para dizer “Eu tenho uma ilusão; você me ajuda a me livrar dela?” Ou, ainda, “Você me protegerá ou me fará um trabalho de proteção da ilusão?” Ora, um praticista poderia estar tão ocupado em Boston, às quartas e domingos, que ele não teria nada a fazer senão sentar-se dia e noite e fazer trabalho de proteção do inimigo.

Tudo isso volta à natureza inata, humana, que realmente acredita em dois poderes (o poder do bem e o poder do mal, chamado o poder de Deus e o poder de Satanás, ou, em filosofia, bem e mal, ou, na metafísica, imortal e mortal: sempre um par de opostos), em vez de se encarar um como tudo e o outro como um nada, uma ilusão, maya, um falso conceito de algo, uma ignorância de algo.

domingo, 19 de março de 2017

A VIDA É REALIDADE ETERNA - JOEL GOLDSMITH










 “Pois não me comprazo na morte daquele que morre... portanto, tornai-vos vós mesmos e vivei.” 




Deus não criou a morte ou o que quer que pudesse causá-la. 

Deus é puro, é  um Espírito impoluto, é vida eterna; e Deus, agindo como a consciência de Jesus Cristo, diz,“Vim para que possam ter vida, e para que a tenham em maior abundância” – e não “Eu vim para que possam ter a morte”, ou tampouco “Eu vim para que eles possam ter vida até os setenta anos”, mas sim “Eu vim para que possam ter vida em abundância”. 

Além disso, a voz de Deus, falando novamente como a consciência de Cristo Jesus, diz: “Eu sou a ressurreição e a vida”. 

Deus está sempre anunciando a eternidade e a imortalidade do homem. 

Deus jamais criou coisa alguma que tivesse o poder de causar infortúnio ao homem. 

Na vida mais abundante, não há lugar para a morte ou para algo que a pudesse causar. 

À medida que retrocedemos na criação espiritual original, conforme é revelada no primeiro capítulo do Gênese, não há um único sinal de discórdia ou de qualquer coisa que possa ter o poder de destruir o universo de Deus. 

Se houvesse, estaríamos admitindo que Deus, o Criador, é também Deus, o Destruidor; que Deus, na época da criação, fez também algo para destruir Sua própria criação. 

Há apenas um sentido em que se pode aceitar o ensinamento oriental de Deus como Criador e Destruidor ao mesmo tampo: é que Deus, como criador do universo, deve automaticamente ser o destruidor de qualquer coisa que seja contraria à criação espiritual. Isso, porém, jamais significaria destruidor de algo real.  

Como Deus é o Autocriado, o princípio auto-sustentador e auto-mantenedor desse universo, a responsabilidade pela nossa imortalidade e eternidade cabe a Deus, e não ao homem, não às bombas, não aos germes, e não às tendências altistas ou baixistas das Bolsas de Valores. 

O destino do homem não está no efeito, mas na Consciência, a Consciência que é Deus, o infinito, o divino, o puro. 

Em verdade, essa Consciência é a consciência do homem, e em seu estado não condicionado deixa o homem, como fez Melquisedec, espiritual, intocado pelas condições mortais, pelas circunstâncias materiais ou pelas crenças humanas.









sábado, 18 de março de 2017

CONQUISTANDO A LIBERTAÇAO DO MEDO- JOEL GOLDSMITH




Os poderes aceitos pela humanidade não são absolutamente poderes só funcionam como poderes no pensamento humano que os aceita como poder; e, por esta razão, portanto, qualquer poder que eles pareçam ter é apenas de natureza temporária, e é um sentido temporário de poder que causa todo os nossos medos. 

Um raciocínio espiritual desta natureza tem por conseqüência elevar o indivíduo acima do domínio do medo. 

Essa libertação do medo, contudo, não se atinge instantaneamente. Bem poucos de nós podem chegar imediatamente ao ponto de dizer “Não tenho medo da bomba atômica”. 

Temos de começar com coisas que parecem menos poderosas, quem sabe com o tempo ou o clima, com a comida os germes, e ir-lhes retirando o poder por meio da compreensão de que, de si e por si mesmas, essas coisas não podem ter poder, porque todo o poder está na consciência que produz a forma, e não na própria forma.

Para ter esta percepção, ajuda muito praticarmos, em nossa meditação, efeitos, e percebendo que eles, por si sós, não têm poder algum, exceto aquele com o qual os imbuímos. 

O poder está em nossa consciência. Shakespeare exprimiu isto sucintamente, ao dizer: “não há nada que seja bom ou mau, mas é sim o pensamento que faz as coisas assim”.

Por outras palavras, o mal não está na coisa, nem no efeito. Seja lá qual for o mal, ele está em nosso sentido daquilo que observamos, ou no poder com o qual imbuímos um indivíduo, um estado ou uma circunstância.

A maioria de nós já demonstrou isto em alguma medida e já provou que muitos dos assim chamados poderes do mundo foram neutralizados pela nossa consciência espiritual.

Já tivemos a experiência – alguns em pequena medida, outros em grande medida – do funcionamento deste princípio em nossa vida, mas até que o incorporamos conscientemente em nosso Eu, em nosso santuário interior, e perseveremos nisso, não conseguimos dar-lhe aplicação pratica em nossa experiência cotidiana.


É verdade que podemos receber benefícios daqueles que atingiram a consciência do não-poder, mas essa é apenas uma ajuda temporária para nós.

Finalmente, devemos levar este tema à nossa meditação, deixar que o nosso pensamento vagueie por toda a extensão da vida humana, e fazer uma checagem mental das coisas, pessoas ou condições por nós temidas, e começar a silenciar esses temores, retirando a força das coisas, pessoas ou condições, pela percepção do seguinte:


Deus é consciência infinita, a consciência de todo o universo. Foi a partir dessa Consciência, que todo o mundo se tornou manifesto.


Deus olhou para o seu Universo e viu que tudo aquilo era bom.


Deus, como Consciência, como a Substância de toda a criação espiritual, só poderia criar e tornar manifesto um mundo à Sua própria imagem e semelhança. 
 
Portanto, esse universo espiritual está imbuído das qualidades de Deus, e de nenhuma outra qualidade. Apenas entrou em Seu próprio universo – apenas as qualidades e atividades de Deus – e, portanto, tudo o que existe está em e é de Deus.

Não existe na criação nenhum poder do mal, porque não há poder do mal em Deus.


“Nele não há nenhuma escuridão.”


Nada poderia jamais entrar na consciência de Deus “que repugnasse... ou praticasse a mentira”.


Deus é puro demais para contemplar a iniquidade. 


A consciência de Deus é pureza absoluta, vida eterna, a própria imortalidade.
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 17 de março de 2017

QUÃO GRANDE É O CAMINHO INTERIOR





A intensidade do nosso esforço interior determinará a medida, em horas, que haverá em nosso dia para a meditação e o estudo espiritual.

Algumas pessoas não conseguem determinar-se a praticar escalas por mais do que uma hora por dia, ao passo que outras se disciplinam a não parar em menos do que sete ou oito horas por dia. 

Há pessoas, também, que não conseguem impor-se o estudo dos princípios espirituais por mais do que alguns minutos ou uma hora por dia. A mente dessas pessoas busca o relaxamento, e não consegue ater-se a esta disciplina especifica. E também há outras que não conseguem mais parar. Tudo depende do esforço interior. Não se trata de condenar ou acusar. 

Há alguns que não se adaptam à senda espiritual; há outros que tem capacidade de tocar-lhe as bordas, e isso é o mais longe que conseguem ir. E há, então, os que esforçam mais e mais até atingir a meta da comunhão consciente e da união consciente com a Fonte.

Desde a nossa infância, tudo, sejam os chocalhinhos, as bonecas, os automoveizinhos, a televisão, o radio – tudo nos desvia de nossa meta - que é a percepção de quem somos.
Tudo nos mantém tão ocupados que não encontramos tempo para nos descobrir, e, por fim, perdemos a capacidade de fazer isto. 

Inicialmente, a tentativa de encontrar aquela quietude e paz interiores parece separar-nos do resto do mundo. Deixa-nos com uma sensação de solidão, e, de uma forma ou de outra, temos de conseguir sobreviver a esse estágio.

Não é muito diferente do caso de um homem que, na sua determinação de ganhar um milhão de dólares, tem de cortar todas as suas relações normais enquanto se empenha em ganhar esse milhão. Ele acha que, depois de haver ganho os seus milhões, pode voltar ao mundo e voltar a desfrutar dos relacionamentos e companhia de sua vida interior, mas, a essa altura, alguns de seus vizinhos já ganharam dois milhões, e daí ele não conseguirá parar até haver ganho três.

A menos que nos disponhamos a nos separar do mundo e dedicar alguns períodos à descoberta de nosso Eu, naturalmente não vamos ter sucesso em atingir a meta da união com Deus. Mas, tal qual o homem com seu milhão de dólares, achamos que, depois de atingir essa união e comunhão, não estamos satisfeitos até que a tenhamos provado em toda a plenitude. E assim persiste o empenho para estar-se em comunhão com Deus, até que se atinja a perfeita e complexa experiência.

Ao alcançarmos isso, teremos a capacidade de aproveitar o relacionamento com cada ser humano, em toda parte, em nosso nível espiritual. Temos raras e ricas companhias, mas estas geralmente só chegam depois de termos sacrificado as companhias e atividades humanas até atingirmos essa unicidade com a Fonte, descobrindo então nossa unicidade mútua.

Todas as vezes que meditamos, quer sintamos ou não quaisquer resultados diretos dessa prática, estamos nos aproximando cada vez mais de uma verdadeira comunhão com nossa Fonte. 

Pensemos na meditação não apenas em termos do que ela fará por nossas vidas, mas também dos frutos que ela pode gerar para o mundo. Cada vez que atingimos, ainda que por um segundo, a comunhão com nossa Fonte, estamos produzindo alimento dessa Fonte, não simplesmente alimento que nos alimenta, mas que alimenta o mundo. 

Ao ser alimentados por esse Espírito do Senhor Deus que está sobre nós, podemos alimentar outros, porque os frutos e o alimento espiritual que daí derivam são demais para qualquer de nós individualmente. Há sempre doze cestos cheios que sobraram para o mundo.

Só de uma maneira podem-se arranjar os problemas do mundo e estabelecer-se a paz – se o mundo estiver espiritualmente alimentado. Comungando com a nossa Fonte, geramos o alimento que alimenta o mundo, e daí o que acontece em nossa comunhão interior torna-se o bem do mundo.