sábado, 18 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 5



Nunca tratamos de uma condição: tratamos de um hipnotismo.

O hipnotismo é a “substância” do problema. Conscientes disso, ficamos repousados na percepção de que jamais o hipnotismo cria coisa alguma.

Nosso trabalho é reconhecer que, como Deus, o Ser infinito, está aparecendo como Ser individual, não existe pessoa passível de ser hipnotizada, e esta Verdade inclui o nosso Ser. 

Assim, eu não posso ser hipnotizado; não existe mente que acredite em dois poderes: a mente única que existe, é instrumento puro de Deus. 

Um motivo pelo qual muitos fracassam na cura é que tentam mudar uma condição, como se ela fosse real, em vez de discernirem que ela é um falso conceito mental da Realidade ali presente.

O hipnotismo é a “substância” de todos os males que afligem o mundo. 

É vitalmente importante lembrarmos que o hipnotismo não cria uma coisa, mas cria somente a tentação de nos fazer crer na existência de uma condição ou um poder além de Deus.

O mundo da Realidade divina está aqui e agora.

A pessoa da Realidade divina está aqui e agora.

O que vemos, com os sentidos humanos, é o mundo de conceitos, o mundo hipnótico. Não é ele, em absoluto, o mundo da criação de Deus. 

Se um quadro for visto através de vidro fosco, mostrar-se-á distorcido; porém, quando o vidro for transparente, a Harmonia divina sempre-existente conseguirá ser observada através dele. 

Para atingirmos a consciência deste princípio, precisamos de um treinamento para “ver através ou além da aparência”, lembrando sempre que não existe pessoa a ser mudada nem condição a ser modificada. Precisamos ser aquele que é não-hipnotizado.

Uma pessoa não hipnotizada, firmada no princípio de que DEUS É TUDO, E NADA MAIS EXISTE, pode retirar um grupo de pessoas do hipnotismo.










sexta-feira, 17 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 4




Somente quando elevamos nossa consciência ao ponto em que a mente se torna um espelho perfeito é que veremos a Realidade que não necessita de cura.

O que vemos com a mente não iluminada é uma percepção equivocada da Realidade divina, a que podemos chamar de “mente carnal”, aparência, sugestão, tentação ou hipnotismo.

Há uma grande diferença entre acreditar que algo seja real e aquilo ser real de fato.

O hipnotismo jamais cria alguma coisa ou condição. Eis por que se torna importante que rapidamente, diante de um problema, seja reconhecido que sua única “substância” é hipnotismo ou aparência.

Devido ao hipnotismo universal, acabamos aceitando a crença em doença.

Não sejamos, contudo, tolos a ponto de acreditar que o hipnotismo cria mesmo uma doença! Não cria! 

Repito: o hipnotismo jamais cria alguma coisa; ele somente gera uma crença” de que aquilo existe.


Jamais o hipnotismo modifica o Universo espiritual e a criação espiritual (Realidade). Nunca ele modifica a Unidade; nunca ele cria uma dualidade.

Alcançaremos um estágio em que deixaremos de pensar em tratar uma condição ou o corpo de alguém. Instantaneamente reconheceremos ser aquilo a “mente carnal”, aparência ou hipnotismo. 

Quando cessa o hipnotismo, cessa também todo o conceito material de mundo – este conceito de mundo material ou de corpo físico é dissipado.










Continua..>

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - 3





O corpo que vemos é uma formação mental; não é corpo sólido de carne e osso, mas uma formação mental de conceitos. 

Exatamente onde aparenta estar um corpo físico, existe o Corpo espiritual.

O conceito material de corpo é um quadro na mente, o que explica porque nunca estamos lidando com condições físicas.

O que aparece como condição física é, de fato, formação mental: um quadro que se apaga pela transformação de nossa mente. 

Frente a uma suposta doença mortal, não é fácil serenarmos a mente para atingirmos a paz na meditação. 

Porém, assim que for reconhecido que aquilo é uma imagem mental, formada mentalmente, tendo em vista que “matéria é formação da mente”, tornamo-nos aptos a permanecer sentados para discernir a presença real do Universo e do Corpo espirituais, exatamente aqui e agora. 

Podemos desenvolver um estado de consciência em que ficamos imunes a todos os males do mundo. 

Contudo, isto só nos será possível da seguinte forma: vendo os problemas pelo que realmente são. Que são eles? São a “mente carnal”, imagens mentais que desfilam diante de nós.

Há somente uma “mente carnal”, razão pela qual todos vemos coletivamente o mesmo quadro.

A Unidade é um princípio que jamais pode ser esquecido. 

Existe uma só Consciência; e, na realidade, existe apenas uma mente, que atua como instrumento da Consciência única.

Na crença, contudo, há a aceitação de dois poderes, e esta crença no bem e no mal é o que constitui a chamada “mente carnal”. 

Sempre é importante lembrar que estamos diante de simples quadros mentais.

A mente gera quadros que aparentam ser matéria sólida; entretanto, jamais estes quadros chegam a alterar a Realidade ali presente. 

Se as montanhas estiverem encobertas por nuvens, poderiam estas nuvens modificá-las?
Jamais! Nuvens, miragens, hipnotismo, ou “mente carnal” – com suas crenças no bem e no mal – nunca chegam a modificar o mínimo que seja da Realidade, por mais que, para nós, estas nuvens, a miragem, ou o hipnotismo, aparentem fortemente ser reais. 

E continuarão aparentando ser reais enquanto permanecermos no patamar da mente ou da matéria.



















quarta-feira, 15 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO -2





“Hipnotismo” é outra palavra útil. O hipnotismo jamais cria algo real. 

Suponha que eu fosse hipnotizado para acreditar que um tigre estivesse entrando na sala. Que faria? 
-Provavelmente sairia correndo o mais rápido possível! 

E aqueles não hipnotizados iriam dizer: “Que deu nele?” 

O fato de estar hipnotizado para ver um tigre não criaria um deles no local. 

O hipnotismo apenas criaria uma impressão, uma sugestão de algo que não existe realmente.

Como seres humanos, estamos hipnotizados pela crença no bem e no mal, atuando sob a hipnose do mundo das aparências. 

Entretanto, tudo o que vemos tem por substância o hipnotismo, mero conceito ou imagem mental, que apenas tem “substância” na mente.

A mente que aceita dois poderes é chamada de mente carnal, ou mente humana universal. 

Já a mente preenchida pela Verdade é clara transparência para o Universo espiritual, revelando o Corpo espiritual na plenitude de sua perfeição e o Universo em sua essência espiritual. 

A mente carnal constantemente julga e avalia em termos de quadros ou imagens mentais e nunca em termos de Realidade. Ela reconhece somente um conceito do Universo Perfeito e um conceito do Corpo espiritual perfeitos, que jamais necessitam de melhorias ou de curas.

Já somos o SER PERFEITO que não necessita de cura. 

Basta afastarmos o que esconde esta perfeição, para que a chamada “cura” apareça. 

Mas ela não se dará enquanto estivermos acreditando que teremos de modificar alguma coisa. 

Cabe a nós perceber aquilo como “aparência”, que dispensa qualquer modificação, bastando-nos olhar além dela.

Para isso, devemos eliminar as crenças que nublam a mente, nutrindo-a com a Verdade, com a sabedoria e leituras espirituais. 

Os conceitos passam a ruir, a mente se torna bem transparente e o Verbo flui do interior para “se tornar carne” em nossa vida.





Continua..>








terça-feira, 14 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO -1







Mesmo com dedicada prática, talvez não tenhamos atingido a união consciente com a Fonte de nosso ser. 

Um motivo deve haver, e este é o seguinte: estamos diante de Deus e do problema. Estamos, no fundo, tentando ver se Deus já atuou no caso. Apesar de muitos se acharem avançados demais para cair numa armadilha como esta, o fato é que acabam esperando que alguma situação desagradável comece a melhorar.

Isto nos leva ao mais importante dos princípios de cura. 

Devido à infinidade e bondade de Deus, a natureza do problema deve ser uma “aparência”, uma errônea compreensão a respeito da bondade eterna de Deus. 

Há vários tipos de aparências. Uma delas é a que nos faz pensar que estamos parados, embora a Terra esteja girando velozmente em torno de seu eixo. Uma aparência não traduz o que verdadeiramente É. 

Na cura espiritual, o problema deve ser entendido como uma aparência ou sugestão,e uma sugestão jamais faz a coisa ser real. 

Qualquer palavra que nos dê ideia de que o problema é inexistência passa a ser valiosa. 

A palavra “tentação” pode servir para descrever a crença universal de que possamos estar separados de Deus, com vida própria, e que possa existir algo que nos cause dor e sofrimento. 

Na verdade, há somente uma Substância, uma Vida, um Ser. 

A tentação que nos chega, é no sentido de nos fazer crer na existência de algo além de Deus no centro de nosso ser, o próprio EU que nós somos.

Jesus assim reagia às sugestões que lhe vinham: “Afasta-te, Satanás!”, ou seja, “afaste-se, tentação,nada me levará a crer na existência de algum poder ou vida ao lado do Uno”!












segunda-feira, 13 de novembro de 2017

COMPREENDENDO A NATUREZA DO PROBLEMA COMO APARÊNCIA, SUGESTÃO OU TENTAÇÃO - Lorraine Sinkler




                            INTRODUÇÃO 


Será postada a partir de amanhã esta série, “Compreendendo a Natureza do Problema…”, de autoria de Lorraine Sinkler, propositadamente em trechos curtos, para que possam ser bem lidos e postos em prática. 

Para quem não sabe, Lorraine foi aluna e depois biógrafa de Joel S. Goldsmith, e também quem compilou suas palestras para editá-las em formato de livros.

Este texto explica passo a passo os princípios da cura espiritual, revela como lidarmos com “este mundo” e também como nos firmarmos na perfeição imutável do Ser que somos e do Universo verdadeiro em que estamos. 

O principal é cada um encontrar tempo o bastante para realmente se dedicar a estes princípios, uma vez que mera leitura dos mesmos pouco ou nada lhe adiantará.

Na primeira parte ela nos alerta quanto ao erro comum de alguém estudar a Verdade retendo na mente a crença de que “algo deve melhorar pela atividade de Deus”. 

A pessoa não percebe que, com esta intenção, retém a “mente carnal”, deixando de realmente reconhecer a Mente divina como ÚNICA! 

Ao dar o exemplo da “aparência”, ela explica que estamos nos movendo juntamente com a Terra, enquanto a “aparência” é a de que estamos parados. 

No nosso caso, esta “aparência” é a de estarmos vivendo na matéria, com corpos mutáveis, enquanto O FATO É OUTRO: somos o Templo de Deus e vivemos na Realidade espiritual perfeita e onipresente! 

Se não transpusermos estas noções em nossas vidas, ou seja, se não pararmos para discernir: “De fato, agora eu percebo que mesmo aparentando estar parado, já estou em movimento em unidade com a Terra”, para, em seguida, aplicarmos o princípio ao estudo, discernindo: “Realmente, agora eu percebo que, mesmo aparentando existir corpo físico, saudável ou doentio, O FATO É OUTRO: aqui e agora é o Reino absoluto de Deus e meu Eu é Deus mesmo em unidade com o Infinito, e meu corpo, o Templo de Deus”, os textos de nada nos valerão. 

Os textos  funcionam no desmantelamento do que é ILUSÃO unicamente quando nos ocupamos em descartar a aparência, trocando-a pelo FATO PERFEITO PERMANENTE. Sem haver esta dedicação em percepção, a pessoa apenas ficará acumulando informações no suposto intelecto, dizendo “ter entendido tudo”.

A autora usa também a palavra “hipnotismo”, para uma vez mais explicar que “este mundo” é puro “nada”. 

Imagine-se em sua casa e sendo hipnotizado para se achar num deserto: algo teria realmente mudado? Não! 

Você estaria em sua casa da mesma forma, apenas ILUDIDO por simples imagem mental da “sugestão”. 
Adiantaria ler sem discernir espiritualmente o que foi lido? Não. 

Você está sendo informado de que DEUS É SEU EU e que SEU REINO É AQUI E AGORA, E COM VOCÊ JÁ NELE VIVENDO! E o “mundo de três dimensões”? Mera “imagem mental”, sem realidade e sem substância real, tal qual uma imagem gerada por um hipnotizador! 

Vivemos em INFINITAS dimensões! Se quiser tirar proveito destes ensinamentos, terá, realmente, que se dedicar a “desmantelar a ilusão” pelo conhecimento da Verdade que eles expõem! 

Talvez você até possa ter lido e “entendido” o que leu; mas, terá praticado este entendimento no desmantelamento das crenças falsas? É este o ponto!

Sugiro, agora, que releia as duas partes já postadas deste artigo, fazendo uso delas como se fossem “manual de instrução”. 

O estudo da Verdade é científico! Requer o conhecimento e a prática dos princípios revelados. 

Releia! Anote à parte o que deverá mentalmente reconhecer! 

O que vale, nisso tudo, é unicamente a prática!















COMENTÁRIOS INICIAIS DE DÁRCIO DEZOLT

domingo, 12 de novembro de 2017

DO NADA À TOTALIDADE - Joel S. Goldsmith - PARTE II




Quando isso acontece, não se tornem um excêntrico aos olhos do mundo. Não saiam por aí dizendo que a sua vida está sendo vivida por uma presença e por um poder invisíveis. 

Não contem ao mundo que já não se preocupam com a existência, pois o mundo ficará com medo de vocês e fugirá! 

Entretanto, sempre que houver um pensamento receptivo, sempre que alguém se aproximar de vocês depois de reconhecer o que possuem, estarão livres para compartilhar. 

De certa forma, sejam normais, falem a língua do mundo, vivam como os demais por fora – mas por dentro obedeçam a seus padrões espirituais.

“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

A experiência do Cristo sobrevém apenas depois da morte de uma parte da nossa natureza humana, da eliminação do eu humano (egoísmo), dos desejos, dos anseios e das necessidades humanas. Eliminada a natureza humana, ascendemos para a natureza do Cristo. 

Entretanto, ninguém sobe tão alto a ponto de permanecer até o momento da ascensão, pois a transição não ocorre enquanto sobejar o menor traço de humanidade. 

Às vezes, a Presença parece estar sentada no alto ou atrás do nosso coração, ou no nosso ombro. Hoje pode ser um lugar, amanhã outro. Não faz diferença. 

Se vocês perceberem a Presença aqui ou ali, rejubilem-se! 

Mas não esperem que lá esteja o tempo todo, porque se desapontarão. Não tentem localizá-La ou capturá-La. 

Se parecer ausente por um longo tempo, talvez fiquem deprimidos, mas nem isso deve preocupá-los. 

A vida é feita de colinas e vales. Às vezes, rolamos de uma colina para um vale; outras, achamo-nos num cume mais alto que o Everest. 



Eu mesmo já me senti nas alturas para, no dia seguinte, sentir-me mais no fundo do que no inferno. Não se preocupem com isso porque nada tem a ver com vocês. Trata-se apenas dos graus desdobrados da consciência e da resposta humana a eles. 

Assim, se se encontrarem num período depressivo, rejubilem-se, porque é a preparação para a experiência das alturas. Não se pode subir sem antes descer. Em outras palavras, não se pode achar a vida antes de perdê-la.